INDIQUE O BLOG DA ESTAÇÃO CAMPO GRANDE

sexta-feira, 19 de junho de 2009

DESPLUGADO DO ENCONTRO NO RIO , PORÉM PLUGADOS NO CORAÇÃO‏


AMIGOS & IRMÃOS INESQUECÍVEIS

Como é bom saber que mesmo através da distância do tempo e da geografia podemos nos considerar pessoas felizes já que reencontramos numa sucessão de dias, horas e momentos, amigos e irmãos inesquecíveis assim como você, e possamos afirmar com plena certeza de que guardaremos na nossa lembrança todo e qualquer acontecimento vivido nesses dias em que passamos juntos.

Talvez nós nunca mais nos veremos aqui nessa existencialidade, Esses instantes deixaram de existir, mas as lembranças de boas amizades e irmandade permanecerão no íntimo de cada um de nós.
Alguns amigos e irmãos na vida passam mesmo sendo insubstituíveis, mas esses amigos nunca nos deixam completamente sós, porque acabam deixando um pouco deles e levam um pouquinho de nós, que temos sempre pessoas preciosas ao nosso redor durante a nossa existência. Meu amigo e irmão na fé, que tenhas sempre guardado em seu coração o encontro com outros irmãos, os reencontros e as saudades matadas , os beijos dados, os abraços apertados , a chuvinha caindo, a Palavra pregada, o canto comunitário, as festas que serviram para alegrar e nos aproximar uns dos outros, o convite para sentarmos junto à mesa, os sotaques dos irmãos vindos de vários cantos do Brasil, do sol que só deu o ar da graça para se despedir e aqucer o coração e o rosto de cada um de nós.

Que Deus abençoe sua vida rica e abundantemente.

Até o próximo encontro ! ! ! !

Equipe do Encontro das Estações - Rio 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

TODO CORAÇÃO TEM SEU ABRAÃO

Eu não amo o passado, o tempo que não vivi. Minhas referências literárias e culturais me são contemporâneas, e hoje, percebo que foram o caldo que forjou minha identidade, "consciência e juventude".

Nenhum desejo neste domingo nenhum problema nesta vida o mundo parou de repente os homens ficaram calados domingo sem fim nem começo
Drummond de Andrade

Quando eu era menino, li Drummond.
Quase tudo.
Admirava-me a forma: Nem métrica nem rima ? o verso livre!
Admirava-me o texto: existencial para além da própria poesia.
Não fui eu quem escolheu o mineiro. Aconteceu. Li a MORTE DO LEITEIRO e nunca mais parei...
Eu era muito caseiro.

***
As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.

Chegou a adolescência e adotei os ?sons e tons? da minha própria geração.
Daí eu já não queria ler, queria ouvir... E cantar sob o calor da fogueira, nos ritos da sexualidade.
Era o rock nacional; pós-Raul...
E eu podia escolher. De Engenheiros a Barões; de Titãs a Legiões!
Dado à melancolia e carregado de um misto de realismo com a ufania própria da idade,
Eu fiquei com Renato. Russeau do meu tempo.
Não fui eu quem escolheu a banda brasiliense. Ouvi NEM FOI TEMPO PERDIDO e nunca mais parei...
Eu saí à rua.


***
Não sou escravo de ninguém Ninguém, senhor do meu domínio Sei o que devo defender E, por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz
A adolescência acabou e sobrou pouco de mim mesmo em mim.
Então, já não queria ler e nem ouvir, eu queria juntar os pedaços que deixei por aí.
Vieram-me às mãos os escritos de Caio Fábio, um ex-desintegrado!
Seguir Jesus... Tornou-se para mim... o mais fascinante projeto de vida?!
Eu nem pude escolher o evangelista amazonense. Nem pude ler outros. Nem quis ler outros. O reverendo tinha poesia e denúncia, e na voz, algo novo para mim: Esperança!... Tanta!
Então, li tudo (sem deixar de vagar pelo mundo mais lúdico do velho poeta desinteressado pela vida e do compositor enfastiado dela tão cedo. Sim, mantive por perto tanto o poeta como o músico; pois a literatura caiofabiana nunca se pretendeu literatura. Era utilitária e instrucional, com exceções generalizadas; lembro-me de uma que devorei às lágrimas: Era MAIS QUE UM SONHO).
Sim, as antigas referências se mantiveram como recordação da minha desagregação. E creiam-me: Faz parte ainda do que me faz forte....
Já os estudos do pastor protestante iam muito para além do protesto e do decifrar das Escrituras: Ecoavam letra & som da Eternidade.
Neles, fui apresentado ao Autor e Consumador da minha Fé, e pela primeira vez na vida, senti-me íntegro e agregado, devolvido.
Mas não fui eu quem escolheu o Moço Nazareno feito Deus.
Ou Quem inventou o amor?
Ele que me escolheu para ser sempre Seu!


***

Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus nunca me vi tão só É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais.
Passei a juventude clamando à Juventude que O conhecessem: Jesus de todas as gerações!
Mas eu vejo tudo que se foi e o que não existe mais
Nosso reino se corrompeu, numa Universal adesão à Mamon.
Tá tudo assim... tão diferente!
Então, perdi a minha sela, minha espada e meu castelo!
Fiquei sozinho. E no meio do Caminho uma pedra maior que um sonho!
Meus três mocinhos já haviam morrido.
Ai.
Os bons morrem antes... Sempre cedo demais.
As Estações, então, mudaram de vez,
E eu voltei para casa.


***
Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, Garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. (...) É feia. Mas é realmente uma flor.
Drummond


De tanto falar em Vida, meu pastor ressuscitou!
Com o braço posto para fora dos escombros, meu Pai o agarrou!
Daí voltou do deserto com a boca cheia de Evangelho,
Agora ele é o Caio. Só Caio, o velho!
E eu?
Eu vou seguindo o Sol. Com a luz do seu calor faço a solda entre os mundos!
Eu voltei para rua.
Elias está nas ruas.
O Caminho está nas ruas.


***

Teremos coisas bonitas pra contar.
E hoje?
Hoje, eu não faço poesia e nem música.
Não sei escrever.
Não sei cantar.
Eu prego.
Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças. (...)
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(...)
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
E a eles eu grito:
Quando o Sol bater na janela do seu quarto, lembra e vê que o Caminho
(...) ainda é UM só!


***
Você pode me entender?


***
A tempo: Cada um será alcançado e N´Ele encontrado pela fundição entre o Eterno/denso e o etéreo/rarefeito em si mesmo!
Sendo assim, não há tempo perdido debaixo do Sol.
E aos que me julgam cheio de humanidade tosca (meu filósofo é desse tempo e morreu de AIDS, meu poeta é brasileiro e morreu faz pouco, e meu profeta ainda está vivo), saibam de uma vez, tudo é pior do que pensais:
Toda mente é uma Legião!
Toda geração tem seu Estevão!
Todo coração (...) seu Abraão.
Ao Caio, meu pai ? na fé, na esperança, na história ? em seu aniversário de 54 anos.


Marcelo Quintela
Santos/SP

segunda-feira, 16 de março de 2009

Renascimentos



“igual a todo brasileiro, às vezes caio, mas eu me levando...”
Marcelo D2 in Sou Ronaldo.

“...e assim se alguém está em Cristo é nova criatura...e tudo se fez novo...”
Bíblia –Novo Testamento II Coríntios 5.17

Renascimentos sempre nos impressionam. Neste final de semana assistimos ao enésimo “renascimento” do Ronaldo “o fenômeno”. Eles, diziam os jornais, “...está acabado”. Uma grave contusão o afastou dos gramados, das competições, dos dribles desconcertantes, dos gols espetaculares e o aproximou da prostituição, das baladas, dos escândalos. O corpo forte e magro deu lugar a um corpo pesado e um sorriso apagado.
Quem de nós ao ver a entrevista do Vice-presidente da Republica não se emocionou frente as suas fortes declarações, de perseverança, força, determinação, confiança e gratidão a Deus pela recuperação!? Acho lindo estas expressões que incluem...”da República”...evoca poder, autoridade, nobreza, força...mas, o vice-presidente José Alencar, sucumbiu a uma doença devastadora aos 70 e poucos anos. O câncer lhe consumia o vigor e tudo mais que alguém possa ter de bom e saudável.
Passei por uma, inesperada, cirurgia no início de 2009. Sempre tive saúde excelente. Orgulho-me eou me orgulhava disso. Quando experimentei as dores de uma, possível, diverticulite no final de 2008, imaginava que os sintomas sumiriam com os antibióticos e o exame de colonoscopia seria a prova inconteste disso e tudo não passaria de um grande susto.
Não foi assim que aconteceu. A colonoscopia confirmou a doença e o que se seguiu foi a internação, preparação e cirurgia. Plenamente confiado aos cuidados do “meu” médico, em nenhum momento questionei o diagnostico/prognostico. Profissional pleno de qualificações humanas, emocionais e técnicas. Mas, o pós operatório foi terrivelmente nauseante...passei momentos desesperança, fragilidade, sensação de morte, abandono...
Quando sai das altas dosagens de antibióticos tudo mudou. Tudo mudou! Os sintomas, rápida, mas gradualmente sumiram...
Fui inundado por um sentimento de gratidão muito intenso. Passei os dias seguintes, de internação, num misto de dor/amor. Ria e chorava copiosamente, os sentimentos de gratidão, alegria, contentamento se fizeram presentes de um jeito muito forte...acho que nunca, antes, havia sentido Deus tão presente em minha vida. Nasci de novo! Impossível ignorar tão grande livramento...
Incrível o jeito como os meus pacientes estão lidando com isso. Uma delas abandonou o tratamento de 4 anos por torpedo! Não foi capaz de vir a uma última sessão para conversarmos pessoalmente. Preferiu o impessoal, o “quase” anônimo, o “quase” incógnito... teve medo de minha humanidade!?
Mas, fica decretado que a partir de agora, como se não fosse antes, minha humanidade.
Sou, apesar, das projeções obvias e esperadas mais humano como, talvez, nunca tenha sido. Sinto-me mais forte, mais leve, mais alegre, mais feliz, mais agradecido...menos presunçoso, menos prepotente, menos desconfiado...mais vivo!
Ainda não sei como vou lidar com isto tudo. Sei que meu patrimônio, meu latifúndio emocional/afetivo parece ter se ampliado.
Como diria Martha Medeiros...Non Stop! Reconstruir-se, reordenar-se, reorganizar-se se faz necessário. O mito do sobre humano reside em todos nós. O mito deve ser sempre presente. Necessitamos dele para construção e desconstrução do nosso ser, nossa personalidade, nossa psique (alma).
Cada experiência deveria nos ensinar. Cada ensinamento deveria ser aprendido. Cada aprendizado deveria nos tornar melhor. Mas, isso também pode se tornar um mito...
Creio ser possível desmistificar pessoas, coisas, situações...
Vencedores e perdedores têm dentro de si o herói, o vilão, o mocinho e o bandido, a vida, a morte, Cristo, Adão (antítipos, os contrários), o Ghandi, o Buda, o Dart Veder, o Ronaldo, o José Alencar...
Gostaria de reverter isso tudo, de bom, que estou sentindo, experimentando, aos meus amores...Ana, Nathan, Gustavo, Thales, meus irmãos (as), amigos (as), pacientes, minhas ovelhas, ex-alunos (as)...sinto que não devo mistificar este sentimentos...assim,parafraseando um ditado franciscano: “ama o tempo todo e se der tempo diga alguma coisa...”

Campo Grande, 09 de março de 2009

Autor:
Mario Balduino Oliveira Junior é Psicólogo, Teólogo – Desenvolve trabalho clínico com Adolescentes e Adultos. Atua na área acadêmica nas disciplinas de Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia da Educação e Filosofia. Atualmente é redator da Secretaria de Educação Cristã da IPI do Brasil escrevendo para pré-adolescentes e adolescentes.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

PERDA? O QUE É ISSO?




Uma das coisas mais difíceis para mim na infância era perder.
Meu pai trabalhou sério a fim de me ensinar a perder. Dizia que quem não sabia perder não estava pronto pra ganhar.
Também me proibia de fazer da alegria da vitória uma humilhação para os perdedores.
Uma vez me excedi na celebração de uma vitória bem na cara dos que haviam perdido o jogo, e papai não me deu parabéns pelo ganho, embora estivesse assistindo a partida e torcendo com muita alegria até ao final.
Ficou calado. Depois de um tempo me disse: “Não gostei do modo como vocês humilharam os que perderam. Para mim uma derrota teria sido melhor”.
As primeiras lições sobre perda na vida me vieram de meu pai. Ele perdeu. Perdeu tudo o que tinha conquistado. Foi humilhado e publicamente execrado, depois de cultuado como advogado e empresário, antes de sua conversão ao Evangelho.

Continue a ler Aqui

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O MEDO DE MORRER ENTREGA TUDO..., ATÉ A ALMA!



TODAS as coisas com o tempo se destroem ou se corrompem, conforme nos garante Paulo.
Sim! Tudo se destrói, tudo passa, tudo acaba.
Somente o amor permanece.
ENTRETANTO, fora o amor, tudo desvanece.
ORA, como não se quer amor, mas apenas durabilidade, e como se deseja imortalidade, e não vida eterna — então, cria-se cada vez mais o cenário da luta do homem contra a morte e contra a impermanência que o apavora...
ASSIM, surgem de modo cientifico e não mais mágico, as concretizações dos devaneios de imortalidade e deificação do homem, conforme tem sido o nosso surto desde o Éden.

Continue a ler Aqui

About This Blog

  © Blogger template 'Perfection' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP